A mancha-de-bipolaris (Bipolaris maydis) ganhou atenção durante a 2ª safra de milho, principalmente pelos desafios observados no controle da doença
Para produtores rurais e profissionais que acompanham o manejo do milho, os dados obtidos durante a 2ª safra ajudam a compreender melhor o comportamento da doença e as diferentes respostas observadas nas estratégias de controle. O estudo foi conduzido pela pesquisadora Dra. Ana Ruschel, responsável pelo setor de Fitopatologia da Fundação MS, e está disponível no Portal de Resultados da instituição. O material reúne informações de ensaios realizados em Maracaju (MS), incluindo o desempenho de diferentes fungicidas e os reflexos observados na produtividade da cultura.
O manejo da mancha-de-bipolaris exige atenção justamente porque nem todos os fungicidas apresentam o mesmo nível de controle. Nos ensaios conduzidos foram observadas diferenças importantes de eficácia entre os programas avaliados, mostrando que a escolha inadequada do produto pode permitir maior avanço da doença ao longo do ciclo e comprometer a preservação do potencial produtivo da cultura.
“Nos ensaios conduzidos na Fundação MS, foram observadas perdas médias de aproximadamente 20 sacas ha⁻¹, com variações em função do manejo, do híbrido e das condições ambientais. Além do impacto direto sobre a produtividade, o comprometimento das folhas do terço inferior pode limitar a produção e a translocação de fotoassimilados para o colmo. Como consequência, pode ocorrer menor acúmulo de reservas e enfraquecimento do colmo, aumentando a predisposição das plantas à quebra e ao acamamento/tombamento”, pontua a pesquisadora.
De forma geral, os fungicidas reduziram significativamente o progresso da doença em comparação à testemunha. Os programas de maior destaque alcançaram eficácia de controle superior a 80%, com o melhor resultado chegando a 86,5%. No tratamento que reuniu maior eficiência de controle e menor intensidade da doença ao longo do ciclo, a produtividade chegou a 160,8 sacas por hectare, o maior valor numérico registrado no ensaio.
Os dados também reforçam a importância de uma estratégia integrada. Além da escolha do fungicida, fatores como o momento de aplicação, a rotação de princípios ativos, a escolha de materiais mais tolerantes ou resistentes e o tratamento de sementes devem ser considerados para reduzir a pressão desse problema fitossanitário na lavoura.
Mais informações sobre o comportamento da doença, os programas avaliados e os resultados obtidos durante o ensaio podem ser consultados no relatório completo, disponível gratuitamente no Portal de Resultados da Fundação MS.
https://resultados.fundacaoms.org.br
Assessoria de comunicação Fundação MS