Atuação

Estima-se, que haja no Brasil mais de 25 milhões de hectares em SPD. Isto equivale a cerca de 50% da área com culturas anuais no país.

— Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP)

Sistema Plantio Direto

Sistema Plantio Direto (SPD) baseia-se no não revolvimento e na constante cobertura do solo. Preconiza, ainda, a rotação de culturas. Promove a proteção do solo contra a erosão, a preservação da matéria orgânica e da biota, a melhoria da qualidade física e da ciclagem de nutrientes. De acordo com a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), estima-se, que haja no Brasil mais de 25 milhões de hectares em SPD. Isto equivale a cerca de 50% da área com culturas anuais no país.
Nas regiões tropical e subtropical, uma das grandes dificuldades de implantação plena do SPD é a falta de opções econômicas para a rotação de culturas e a rápida decomposição dos resíduos vegetais, o que impede a permanência da cobertura de palha no solo. Neste sentido a Fundação MS tem como linha de pesquisa a busca de alternativas para cobertura de outono/inverno. Destacam-se os trabalhos que consolidaram o milho safrinha e a seleção de variedades de aveia branca, ervilhaca peluda e crambe. Grande avanço vem sendo obtido com o consórcio milho safrinha – forrageira e sistemas integrados. O consórcio e a integração têm possibilitado a formação adequada da cobertura do solo necessária ao SPD e proporcionado elevação do teor de matéria orgânica do solo. Novos trabalhos vêm sendo conduzidos para melhor entender a ciclagem de nutrientes e os novos desafios nesses sistemas consorciados.


 

Sistemas integrados de produção envolvem a combinação de atividades de lavoura, pecuária e florestas em uma mesma área.

Sistemas Integrados

Integração Lavoura-Pecuária.

Combinação de períodos intercalados com culturas anuais e pastagens na mesma área. São vários os sistemas, de acordo com as especificidades dos produtores. Os períodos de lavoura e de pastagem podem variar de um a quatro anos.
1. As culturas anuais permitem maiores investimentos em correção e adubação, melhorando o nível de fertilidade do solo para os ciclos de pastagem. Isso possibilita pastagens mais produtivas e eleva a taxa de lotação, ganho de peso e rentabilidade por área. 2. As pastagens melhoram a qualidade física do solo e aumentam o teor de matéria orgânica. A atividade biológica é estimulada, melhorando a agregação e a ciclagem de nutrientes.
3. A diversificação das atividades reduz o risco climático e de oscilações de mercado.
4. Por sua maior complexidade, há a necessidade de um bom planejamento. Tanto pecuaristas como agricultores inserem atividades novas em seu cotidiano, o que envolve a capacitação e maior esforço de gestão.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

Combinação de culturas anuais, pastagens e florestas na mesma área. São vários os modelos, os quais podem variar com a presença ou não de lavoura. O princípio é intercalar espécies florestais e culturas anuais ou pastagens em faixas. Existe variação relacionada ao número de linhas das espécies florestais e quanto ao espaçamento entre elas. A espécie florestal mais utilizada tem sido o eucalipto. Geralmente planta-se culturas anuais nos primeiros anos, enquanto as espécies florestais ainda permitem boa luminosidade. Após o segundo ou terceiro ano, planta-se a forragem, a qual ficará consorciada com as espécies florestais até o corte da madeira. As espécies florestais devem ser cultivadas preferencialmente para o fornecimento de toras, o que traz maior rentabilidade para o sistema. O modelo mais utilizado tem sido o plantio de eucalipto em linha simples, com desbastes aos três e sete anos e corte final aos 12 ou 14 anos após plantio. Há vantagens com a diversificação, a qual reduz o risco com a instabilidade climática e oscilações de mercado. A complexidade é ainda maior do que no sistema que integra lavoura e pecuária. A introdução do componente florestal exige planejamento de longo prazo e, sobretudo, as tendências de mercado. A distância das unidades de processamento é um fator significativamente mais crítico para o setor florestal, quando comparado à agricultura e pecuária. A Fundação MS trabalha com a seleção de materiais de eucalipto para múltiplo uso e realiza a coleta de informações em áreas de validação.

Consórcio Milho Safrinha – Forrageiras

O consórcio milho safrinha com forrageiras vem sendo amplamente estudado pela Fundação MS. O sistema consiste em plantar a forrageira juntamente com o milho, utilizando ou não herbicida para retardar o desenvolvimento da mesma. As espécies forrageiras mais utilizadas são as braquiárias, notadamente Brachiaria ruziziensis e cultivares de Brachiaria brizantha. Existem diferentes sistemas de plantio: Semeadora de fluxo contínuo para implantação da forrageira antes do plantio do milho, mistura da forrageira com os fertilizantes utilizando a mesma caixa e semeando na mesma linha do milho, semeadura a lanço em área total, plantio na entrelinha do milho, plantio utilizando-se a terceira caixa da semeadora, sendo esta última bastante utilizada e aperfeiçoada com os avanços da pesquisa neste setor. Um ponto crítico é a correta definição da quantidade de semente a ser utilizada no consórcio, calculada em função do valor cultural das sementes (VC). Para esta definição, é importante conhecer a espécie forrageira, forma de implantação, época de semeadura, arquitetura e ciclo do híbrido a ser utilizado neste sistema, buscando sempre seguir a recomendação técnica para cada espécie em consórcio com milho.

Os principais trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Fundação MS consistem na avaliação de espaçamentos e populações de milho, estudos das diferentes densidades de plantas das forrageiras e seus efeitos na produtividade do milho, avaliações de pragas e doenças no milho em consórcio com capins, avaliações dos efeitos de diferentes arquiteturas de milho nos componentes do consórcio e avaliação conjunta da produtividade vegetal com a fertilidade do solo no consórcio milho capins.


 

Fertilidade e Manejo do Solo

A Fundação MS, desde sua criação preocupa-se com a utilização dos recursos naturais e busca sua otimização. Os trabalhos de Fertilidade e Manejo do Solo buscam o melhor uso dos fertilizantes de forma a economizar recursos e maximizar a produção. As principais linhas de trabalho são:
1. Calibração de macro e micronutrientes para as principais culturas em diversas regiões do estado, possibilitando a definição precisa das doses de cada nutriente.
2. Avaliações dos efeitos dos sistemas de rotação de culturas na fertilidade dos solos em diversas regiões do Estado.
3. Estudos da dinâmica e das interações entre nutrientes, solo e plantas no sistema de plantio direto, visando otimizar os recursos presentes no solo e também aqueles adicionados pelo produtor, reduzindo os custos com adubações; 4. Análises da eficiência, qualidade e aplicação de corretivos, fertilizantes, produtos foliares, enraizadores, inoculantes, hormônios, entre outros.
5. Estudos aplicados dos efeitos da integração lavoura pecuária nos aspectos químicos e físicos do solo, também em diferentes regiões do Estado visando fornecer ao produtor rural subsídios técnicos a respeito dos benefícios da integração, possibilitando assim a adoção desta prática, com menor risco de insucesso.


 

Sendo o milho uma cultura importante para o Mato Grosso do Sul, a Fundação MS tem desenvolvido trabalhos de pesquisa e validação de tecnologias para a cultura, tanto na safra quanto na safrinha visando aumentar produtividade nas condições citadas, com avaliação, recomendação e aplicação de tecnologias de ponta e sistemas de produção modernos.

Fitotecnia Milho e Sorgo

Da mesma forma a cultura do sorgo tem recebido atenção da Fundação MS e trabalhos de pesquisa tem sido desenvolvidos, contribuindo assim com o aumento da área plantada no Estado e a melhoria nos índices produtivos. Nestas linhas, as principais atividades desenvolvidas são:
1.Trabalhos de pesquisa comparando o desempenho de híbridos e variedades de milho em diversas regiões do estado de Mato Grosso do Sul, objetivando o posicionamento destes materiais quanto ao potencial produtivo, precocidade e época de plantio, comparando ainda híbridos com tecnologias Bt, RR e convencionais;
2.Avaliações da influência das épocas de plantio, dos espaçamentos e populações sobre o desempenho de híbridos de milho na safrinha;
3.Trabalhos avaliando o posicionamento do milho RR no contexto agrícola de Mato Grosso do Sul, em diversas regiões do Estado em consórcio com braquiárias. 4. Ensaios avaliando a influência da arquitetura de híbridos em plantio consorciado com braquiárias, subsidiando a implantação do consórcio milho capins para a formação de palhada e/ou integração Lavoura Pecuária.
5.Estudos da suscetibilidade de híbridos de milho a doenças, momento de controle e produtos a ser utilizados;
6.Trabalhos de pesquisa comparando o desempenho de materiais de sorgo objetivando o posicionamento destes materiais quanto ao potencial produtivo, precocidade;
7.Realiza trabalho em parceria com entidades públicas e privadas, visando solucionar problemas pontuais das cultuas em questão nas diferentes regiões do Estado.
8.Divulgação de resultados em dias de campo, palestras, relatórios e publicação do Anuário Milho Safrinha e Culturas de Inverno.


 

Durante a implantação e a condução de culturas agrícolas, as pragas, as doenças e as plantas daninhas podem causar grandes prejuízos.

Fitossanidade

Nesse sentido, a Fundação MS criou o Setor de Fitossanidade, que tem o objetivo de realizar pesquisas nas culturas da soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, feijão, crambe, trigo e aveia, gerando informações para o melhor manejo dos problemas fitossanitários. O setor de Fitossanidade da Fundação MS desenvolve pesquisas com as principais doenças, pragas e plantas daninhas nas culturas da soja e do milho na safra de verão e na cultura do milho na safrinha. Dentre as linhas de trabalho estão:
1. Definição de época de aplicação, dose e raqueamento segundo a eficiência de produtos novos e já consagrados no controle de plantas daninhas, pragas e doenças na cultura da soja, algodão e do milho safrinha;
2. Avaliação de danos e controle de nematóides;
3. Ajuste de herbicidas para a supressão da braquiária em consórcio com o milho safrinha;
4. Manejo de pragas e doenças na cultura do milho safrinha.
Os resultados das pesquisas são publicados e ficam à disposição de toda a comunidade. Esses resultados são a base para o desenvolvimento do manual Tecnologia e Produção, publicação semestral para a safra de verão e para a safrinha. Esta publicação contempla os resultados das mais recentes pesquisas desenvolvidas, a fim de auxiliar o produtor na tomada de decisão no que se refere à Fitossanidade da soja, do milho e de culturas de inverno.


 

Fitotecnia significa a técnica de estudo das plantas. Seguindo esta definição, a Fundação MS criou um setor de pesquisa voltado ao estudo da cultura da soja, que é a principal cultura de verão do estado do Mato Grosso do Sul.

Segundo IBGE (Estatística da Produção Agrícola, Maio de 2012) e Fundação MS (Anuário de Tecnologia e Produção: Soja e Milho 2012/2013) estima-se que a cultura da soja no estado de Mato Grosso do Sul, ocupe uma área em torno de 2.000.000 ha-1.

Área de Atuação Os trabalhos de pesquisas e avaliações buscam descobertas que possibilitem aos produtores e profissionais ligados a área agrícola alavancarem seus lucros através do uso de informações que auxiliem na melhor tomada de decisão, aliada a sustentabilidade do sistema e do meio ambiente. Após anos de pesquisa a Fundação MS conseguiu gerar informações importantes ao setor agrícola, como: 1. Seleção de Cultivares de Soja mais adaptadas a região;
2.Definiu a melhor época de plantio das principais cultivares de soja, para cada região Centro-Sul e Norte do MS;
3. Definiu e promoveu a redução de estande para a cultura da soja;
4. Definiu e promoveu o estande ideal para cada cultivar de soja;
5. Selecionou Cultivares de soja para plantio em áreas de abertura ou áreas de pastagens;
6.Realizou um intenso trabalho de pesquisa avaliando cultivares de soja em 4 épocas de semeadura, cujos os resultados embasaram a antecipação da época de semeadura de soja para o Mato Grosso do Sul, estabelecida pelo zoneamento agrícola.
Além destes trabalhos, a Fundação MS presta serviços a empresas parceiras quanto ao plantio e avaliações de linhagens de soja em seus vários níveis de pesquisa(trabalhos e/ou etapas de programas de melhoramento genético),visando a recomendação de cultivares para a região.


 

O crescimento das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) derivados da queima de combustíveis fósseis mobilizou a sociedade na busca por fontes de energia renovável.

biomassa em cultivos racionais) estruturou-se no Brasil em quatro vertentes: cana de açúcar, oleaginosas, florestas energéticas e resíduos agroindustriais (Plano Nacional de Agroenergia).

Oleaginosas Alternativas: A Fundação MS trabalha com oleaginosas alternativas de inverno desde 1995. Inicialmente foram introduzidas como plantas de cobertura. A partir de 2004, com o Plano Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, intensificaram-se os trabalhos com as espécies crambe, colza e cartamo. Com a seleção de materiais mais adaptados às condições de Mato Grosso do Sul, foi lançada em 2008 a primeira variedade de crambe do Brasil, a FMS Brilhante. Os trabalhos com colza encontram-se em fase avançada, com a possibilidade de lançamento de uma variedade nos próximos anos. O cártamo vem sendo trabalhado em parceria com a empresa California Oils, sendo introduzidas 13 novas variedades em 2012.

Principais Linhas:
1. Caracterização de acessos de crambe e seleção de variedades;
2. Ensaios de avaliação de 87 linhagens de crambe em Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás;
3. Ensaios de VCU de linhagens avançadas de crambe em Mato Grosso do Sul e Goiás;
4. Ensaios com época de semeadura, densidade e profundidade de plantio de Crambe cv. FMS Brilhante no semiárido da Bahia;
5. Influência de variedades, época de semeadura, densidade de plantas e do espaçamento na produtividade do Crambe cv. FMS Brilhante em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul e Goiás;
6. Avaliação dos efeitos do fósforo, potássio e nitrogênio nas produtividades de Crambe cv. FMS Brilhante;
7. Efeitos do consórcio de Crambe cv. FMS Brilhante com braqueáreas na produtividade do Crambe e na produção de cobertura de solo para o plantio de soja;
8. Ensaios de VCU com 13 linhagens de cártamo;
9. Melhoramento e seleção de linhagens de colza;

Florestas Energéticas: Fundação MS participa da “Rede de avaliação de desempenho de materiais de eucalipto em Mato Grosso do Sul” e possui unidades de avaliação de 11 materiais de eucalipto para múltiplo uso em Maracaju e Naviraí. Além destes municípios, a Rede possui ensaios em Coxim, São Gabriel do Oeste, Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, podendo assim fornecer informações sobre o desenvolvimento e sanidade dos diferentes materiais, recomendando assim o material de melhor rendimento para cada região.