Crambe

Crambe

Crambe (Crambe abyssinica Hochst) O crambe (Crambe abyssinica Hochst) é uma oleaginosa pertencente à família das crucíferas, a mesma da colza e canola. Originário da região quente e seca da Etiópia, o crambe foi domesticado na zona fria e seca do Mediterrâneo. Por suas origens, tolera bem a seca e o frio, sendo indicado para plantios de outono/inverno no Brasil. Comparado à colza e canola, suporta melhor temperaturas mais elevadas, o que permite que seu plantio se estenda a regiões mais quentes do Brasil Central. Com ciclo de 90 dias em média, o crambe representa uma excelente alternativa para a safrinha.

 
 

Características Agronômicas

Bastante tolerante a seca. Tolera temperaturas baixas e geadas, exceto na fase de plântula e florescimento. Não tolera solos ácidos e com alumínio tóxico. Os solos para seu cultivo devem ser eutróficos ou corrigidos. As condições da camada sub-superficial (20-40 cm) são fundamentais para o desenvolvimento de seu agressivo sistema radicular pivotante. O aprofundamento de raiz é fundamental para que expresse as características de tolerância à seca. Em condições de baixa umidade após a fase de florescimento, o crambe não apresenta pragas e doenças graves, embora seja susceptível à esclerotínia e antracnose.

Plantio

O plantio pode ser feito com plantadoras de soja e semeadoras para sementes pequenas. Deve-se ter muito cuidado com invasoras de folha larga, pois não há herbicidas seletivos para o seu controle. A época de plantio depende da duração do período chuvoso em cada região: - Região sul de MS, norte do PR e sul de SP: 15 de março a 15 de maio; - Região central de MS: 15 março a 15 de abril; - Região norte de MS, MT, GO: 01 fevereiro a 01 de abril; Espaçamentos: 17 a 50 cm. O espaçamento menor melhora a competição da cultura com as ervas invasoras, enquanto o maior melhora o arejamento da lavoura e evita acamamento em condições muito favoráveis ao desenvolvimento da planta. O estande de plantas varia entre 80 e 120 planta/m2 (20 a 30 plantas/m), o que representa de 12 a 15 kg ha-1 de sementes.

Produção de grãos, óleo, farelo e biodiesel

Observadas as orientações de plantio, sendo os solos de boa a alta fertilidade, a produtividade varia de 1.000 a 1.500 kg ha-1.
O conteúdo de óleo varia de 36 a 38% no grão.
- Extração mecânica (prensas e estrusoras): 20 a 25% de óleo;
- Extração solvente: 35 a 37% de óleo.
O óleo tem 60% de ácido erúcico, com várias utilizações na indústria química (lubrificantes, polímeros, plásticos). Excelentes resultados têm sido obtidos com o óleo para produção de biodiesel.
O farelo é tóxico para monogástricos (suínos, aves), mas pode ser utilizado na alimentação de bovinos, na proporção de até 15% da dieta total, sendo uma ótima fonte de proteínas (30% extração mecânica e 38% extração solvente).

Aspectos importantes

1.Alta tolerância a seca;
2.Ciclo curto (85 a 90 dias);
3.Boa produção de grãos (1.000 a 1.500 kg ha-1);
4.Bom teor de óleo (36 a 38%);
5.Forte demanda do óleo para a indústria química;
6.Ótimas características para produção de biodiesel;
7.Baixa incidência de pragas;
Em condições de clima mais seco, sem excessos de chuva, não apresenta doenças; Baixo custo de produção; Não exige novas máquinas ou equipamentos para seu cultivo.